Análise: Santos aproveita fragilidade do São Paulo, mas “gangorra” é problema

Equipe alvinegra abre vantagem de 3 a 0 em casa, se acomoda e permite reação que quase compromete vitória; Levir admite irregularidade, mas tem pouco tempo para treinar

 

A vitória por 3 a 2 no clássico contra o São Paulo, neste último domingo, foi a segunda do Santos numa semana complicada, que começou com triunfo pelo mesmo placar sobre o Atlético-PR, quarta-feira, na Libertadores. O técnico Levir Culpi não ficou satisfeito.

 

O treinador celebrou, obviamente, os resultados, mas demonstrou inquietude com a forma com que eles foram alcançados. O Santos, muito irregular na temporada, também parece uma gangorra, com seus altos e baixos dentro dos 90 minutos de uma partida.

 

É uma característica dos tempos de Dorival Júnior que ainda não foi corrigida pelo novo treinador, que admite o problema.

 

– O que jogamos ainda não é suficiente para títulos. O elenco me deixa satisfeito, é qualificado, mas precisamos ter uma sequência melhor, com regularidade maior nos dois tempos de jogo – afirmou Levir depois do jogo contra o São Paulo.

 

O duelo na Vila Belmiro foi tranquilo até os 21 minutos do segundo tempo, quando Copete colocou o 3 a 0 no placar, o terceiro gol do colombiano na noite. Depois disso, Pratto perdeu um pênalti, os tricolores marcaram duas vezes e geraram uma tensão inimaginável – e desnecessária – na Vila Belmiro minutos antes.


A vitória manteve o Santos bem colocado, na quarta posição, com 20 pontos. Longe do líder Corinthians, que tem 32 pontos, mas próximo de Grêmio (22) e Flamengo (23). Na próxima quarta, o time vai a Belo Horizonte enfrentar o Atlético-MG. Lucas Lima e Copete, suspensos, são desfalques.

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Sobe e desce

Em casa e contra um adversário pressionado por estar na zona de rebaixamento, o Santos apertou o São Paulo. Não foi uma blitz, mas aos poucos os anfitriões conquistaram espaços no campo de ataque e afastaram os rivais do gol de Vanderlei.

Kayke e Lucas Veríssimo tiveram chances de abrir o placar. Copete, que mais tarde se consagraria, perdeu um gol praticamente embaixo das traves de Renan Ribeiro.

O Santos tinha o controle e era pouco incomodado pelo São Paulo. Esse domínio se transformou em gol aos 43 minutos, num ataque rápido que começou na esquerda, com Thiago Ribeiro, chegou à esquerda, de onde Kayke finalizou. Ao tentar segurar, o goleiro Renan Ribeiro soltou a bola no pé de Copete, que fez o primeiro.
Na comemoração, o atacante tirou a camisa e expôs as marcas de queimaduras sofridas num acidente doméstico no começo da semana. Foi uma resposta às vaias que ouviu da arquibancada. Levou o cartão amarelo que o tira da partida contra o Atlético-MG.
Os donos da casa continuaram melhores no início do segundo tempo. Num contra-ataque perfeito, Thiago Ribeiro – que substituiu o lesionado Bruno Henrique – aproveitou um passe ruim de Junior Tavares e acionou Thiago Maia. O volante lançou Kayke, que cruzou para Copete fazer mais um.

O terceiro saiu pouco depois: Jean Mota meteu a bola entre as pernas de Buffarini e rolou para o colombiano desviar para o gol.
Mas aí o Santos parou: confortável com a vantagem, permitiu uma reação ao São Paulo que quase comprometeu a vitória.

Aos 23 minutos, Pratto invadiu a área alvinegra e foi derrubado por Braz, num pênalti claro. O argentino bateu, mas acertou a trave (veja abaixo). Os são-paulinos pareciam entregues, mas mesmo assim fizeram dois gols, com Shaylon e Arboleda. No fim, mesmo sem organização, pressionaram na tentativa de empatar.



Algo parecido havia acontecido dias antes, no Paraná. Em Curitiba, porém, o Santos começou mal, sofreu um gol, melhorou a ponto de virar e fazer 3 a 1 e, como na Vila, se acomodou e permitiu que o Atlético-PR diminuísse para 3 a 2. Uma vantagem considerável para o jogo de volta na Libertadores, mas que poderia ter sido ainda melhor.

Essas variações estão no radar de Levir, mas falta-lhe tempo para resolvê-las. Vivo também na Copa do Brasil, o Santos não terá uma semana livre pelo próximo mês – uma folga só está prevista para depois do dia 13 de agosto. Se reverter a vantagem do Flamengo na Copa do Brasil (0 a 2), a maratona continuará, já que a primeira partida da semifinal do torneio está prevista para 16 de agosto.

 

Fonte: globoesporte.globo.com

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